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Dicas para quem vai comprar casa

por Maria Popia, em 26.10.15

dicascomprarcasa.jpg

(imagem Shutterstock)

Aqui há uns tempos eu e o F começámos a pensar se era ou não boa ideia comprarmos uma casa. No início a ideia só nos meteu medo e por isso não lhe demos muita importância. O que aconteceu depois foi que a dita ideia se instalou de mansinho e nunca mais nos largou.

A partir daí, mas sem dar muita importância ao assunto, fomos vendo casas virtualmente através dos sites da especialidade. Neste processo acabámos por encontrar uma, na zona que queríamos e dentro do orçamento que tínhamos estimado.

Depois disso seguiram-se vários episódios de dúvidas e indecisões. Se eu tivesse um valente pé de meia e não tivesse de recorrer a um crédito bancário a ideia de comprar casa não me assustava tanto.

A quem é que não assusta estar 40 anos a pagar uma dívida? Não sabemos o dia de amanhã quanto mais daqui a 40 anos (e isto ainda me assusta tanto). Mas pronto pensemos que é um investimento e que eu teria sempre de pagar uma renda, embora uma renda seja menos assustador, eu sei.

Pesámos sempre muito bem os prós e os contras e foi uma decisão bastante bem ponderada mas decidimos avançar com este passo. Confesso que isto é um compromisso bem mais sério que um casamento. Se a coisa dá para o torto, é o F a dormir num quarto e eu noutro, ficamos roomates (bate na madeira!).

Enfim, estamos neste momento a aguardar a assinatura da escritura para depois nos mudarmos para o T3 fofinho. 

Não sou nenhuma "expert" nisto da compra de casa mas deixo-vos uma lista que espero possa ajudar quem planeia vir a comprar casa própria. Aqui vai:

 

1 - Vejam muitas casas, visitem algumas (ou muitas, depende sempre da vossa disponibilidade)

Ver muitas casas ajuda a comparar os preços e a qualidade das casas na zona pretendida. Inicialmente podem consultar os sites das imobiliárias, o Imovirtual, Idealista, até mesmo o Custo Justo e Olx.

Não deixem de visitar alguns imóveis porque, às vezes, as fotos enganam e convém ver bem a zona envolvente. Ao visitar podem perceber se o preço que pedem pelo imóvel pode ser negociado (tentem sempre baixar o preço, nós tentámos e conseguimos uma redução de 16 mil euros).

2 - Pensem a longo prazo

Tudo bem que agora podem até ser só dois mas pensem que a família pode aumentar, ou com a chegada de filhos ou da sogra. Compensa gastar um pouco mais e comprar um apartamento maior. 

Pessoalmente não gosto nada da ideia de comprar à medida da necessidade presente e depois "vende-se e compra-se outra".

3 - Façam muito bem todas as contas antes de tomarem uma decisão definitiva 

Vejam em conjunto quanto estão dispostos a gastar. Convém ter algum dinheiro, até porque os bancos já não emprestam dinheiro ao desbarato como há uns anos atrás. Hoje em dia "dão" 80% do valor de avaliação do imóvel. 

Não se esqueçam que é comum dar um valor como sinal enquanto se espera pela aprovação do crédito. Para além de tudo isto contem ainda com o custo da escritura, os impostos, que não são coisa barata. A calculadora deve ser vossa fiel companheira nestas andanças.

Importante também é analisarem os vossos ordenados e a vossa situação profissional. Existe uma coisa chamada taxa de esforço, vejam qual é a vossa.

4 - Pesquisem muito e informem-se de tudo

Na internet conseguem ter acesso a basicamente tudo o que precisam saber. Percam, ou neste caso ganhem, um pouco de tempo e investiguem sobre os termos técnicos relacionados com os empréstimos (spread, TAE,TAER, etc), os pormenores dos seguros associados. Enfim, tudo e mais alguma coisa que tenha a ver com a vossa situação.

Encontrei coisas interessantes no site da DECO e no site Saldo Positivo.

5 - Não optem por uma casa numa zona que não gostam assim tanto só porque é melhor e mais barata

Não se afastem das vossas ideias e ambições iniciais só porque não estão a encontrar o que procuram.

Eu, por exemplo, a uma determinada altura, comecei a ver casas nos arredores da cidade onde vivo porque são mais baratas. Mas depois, ao fazer as contas, o dinheiro que iria gastar em combustível cheguei à conclusão que não era assim tão bom negócio.

Se gostam de uma determinada zona, e essa zona tem todos os serviços que mais usamos (comércio,saúde, escolas, transportes, etc), não vão para zonas menos porreiras só porque adoraram um casa. Bom, pelo menos eu tentei não o fazer. Vamos ficar na mesma zona onde já vivemos e de onde não queríamos sair. 

6 - Visitem o maior número de bancos possível com a intenção de negociar o spread e comparar propostas

Vão ao maior número de bancos possíveis e peçam para vos fazerem uma simulação de crédito bancário para compra de casa. Não se fiquem nunca pelo primeiro banco.

No nosso caso fomos ao BPI, Crédito Agrícola, Santander e Caixa Geral de Depósitos. Depois iniciámos uma negociação entre o Santader e a Caixa. Fomos 3 vezes à Caixa e conseguimos que nos fizesse o spread mais baixo (o facto de sermos clientes também ajudou), e claro que tivémos muita atenção às "exigências" que pedem, tais como, cartão de crédito e seguros de imóvel e de vida.

 7 - Não tenham medo/vergonha de ser chatos quando tiverem dúvidas

Nas vossas idas aos bancos perguntem tudo e mais alguma coisa. Sejam chatos e leiam sempre tudo muito bem. 

A senhora da Caixa que nos atendeu deve ter ficado fartinha de mim mas paciência. 

8 - Tenham atenção ao historial da casa

É importante saber se a casa em causa não tem hipotecas. Consultem documentos como a caderneta predial.

Se comprarem a casa através de uma imobiliária vão ter acesso a todos os documentos relacionados com a casa e com o prédio, se for o caso.

9 - Se tomarem esta decisão a dois analisem a vossa relação

Na minha modesta opinião acho um bocado arriscado que pessoas que nunca viveram juntas comprem casa. Se neste processo já há tantas incertezas, pelo menos tenham a certeza que querem ficar com aquela pessoa para sempre (ou quase). O mesmo acontece se sentem que a vossa relação já teve melhores dias. 

10 - Não se esqueçam dos gastos que vão passar a ter

Ser proprietário de uma casa tem mais custos extras, em comparação com uma casa arrendada. Condomínio (se for apartamento), despesas de manutenção, grandes obras que sejam necessárias. Tudo o que for preciso sai do vosso bolso.

 

Eu sei que isto visto assim parece tudo horrível e extremamente complicado. Mas espero sinceramente que compense porque afinal estamos a investir numa casa que é "nossa" e não andamos a pagar as casas dos outros (os meus senhorios andam a pagar o empréstimo da casa deles com o dinheiro da nossa renda).

Posto isto desejem-nos sorte, todas as boas vibrações são bem-vindas! E boa sorte para quem está numa situação semelhante.

Já agora se tiverem conselhos que queiram partilhar agradeço e são muito bem-vindos!

 

 

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