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Mães

por Maria Popia, em 26.01.16

"Todas as pessoas têm direito a descanso, menos as mães. Para cada tarefa, profissão ou encargo há direito a uma folga, menos para as mães. Se alguma mãe demonstrar a mínima fadiga de ser mãe, haverá logo uma besta, ignorante de limpar baba e de parir, que se oferecerá para a pôr em causa. Não é mãe, não sabe ser mãe, não foi feita para ser mãe, dirá. Mas, se todas as pessoas têm direito a descanso, será que as mães não são pessoas? A culpa é nossa. Sim, a culpa é das mães. Deixámos que fossem os filhos a definir-nos." 

José Luís Peixoto, Em Teu Ventre, 2015

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Gato da Semana #30

por Maria Popia, em 23.09.13

Segunda-feira (também conhecido como o dia mais chato da semana) torna-se melhor quando há gato da semana.

Boa semana!

(Aviso à navegação: aproveitei e mudei o tipo de numeração do gato da semana, deixa portanto de ser em numeração romana. Assim há mais hipóteses de não me perder na contagem.)

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Os livros digitais

por Maria Popia, em 22.11.12

Ler livros digitais é uma coisa que me continua a fazer alguma espécie. Talvez porque gosto demasiado do cheiro dos livros, de sentir que o livro é um ser vivo e que o podemos acarinhar à medida que vamos virando cada página.

E depois os livros não tem todos as mesmas texturas ou os mesmos tamanhos. São como pessoas que podemos distinguir pelas silhuetas. Consigo saber "quem é quem" na minha estante mesmo com os olhos fechados. 

Os livros digitais não têm forma física. Existem presos dentro daquela caixa. Não tenho nada contra eles, no fundo tenho pena por não puderem existir no mundo físico. No mundo dos sentidos.

 

 


Amar um livro é pedir-lhe que seja sempre nosso, assim, como um amor que se conserva para repetir ou reaprender. Como poderemos jurar fidelidade a um texto que se desliga? É como não ter sentimentos, descansar na morte, não permanecer vivo enquanto espera por nós. É infiel. Não o podemos sequer perfumar e eu tenho livros que me foram oferecidos com aroma de buganvílias e canela. Gosto muito.Os leitores, sabemos bem, são territoriais. Como os cães. Sublinhamos e não suportamos os sublinhados dos outros. Ainda que toscos, mal alinhados, são a marca da nossa passagem por ali. É a reclamação da posse. Como os cães. Como, pois, dar provimento a essa natureza num ecrã? Que efeito terá uma linha mandada traçar por um comando asséptico que não se pode comparar com o chichi? O dos cães.Faz-me sofrer. Confesso. Faz-me sofrer. Valter Hugo Mãe in Revista 2 do Público

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Ocorrência de ideias (quase) diariamente, possibilidade de precipitação de pensamentos em dias mais ou menos nublados mas com boas abertas.


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